lundi 29 octobre 2007

Good night

Sunrise, sunrise
Looks like mornin' in your eyes
But the clocks held 9:15 for hours
Sunrise, sunrise
Couldn't tempt us if it tried
'Cause the afternoon's already come and gone

And I said hoo...
To you

Surprise, surprise
Couldn't find it in your eyes
But I'm sure it's written all over my face
Surprise, surprise
Never something I could hide
When I see we made it through another day

And I said hoo...
To you

Now good night
Throw its cover down
On me again
Ooh and if I'm right
It's the only way
To bring me back

Hoo...
To you
Hoo...
Sunrise de Norah Jones


Primeira inconsequência: o teu olhar!
Num sorriso circunspecto, amacias a sofreguidão das horas
Ternuras num copo de leite ao fim da tarde dos pés plúmbeos.
Irascíveis artérias do teu sangue infectado de dor.

Segunda inconsequência: garatujar ruídos!
Numa fala dispersa, contar as datas do desaforo dos sentidos
Partir a loiça de encontro aos teus pés de porcelana.
Cálidos sudários em suores tiritando frios aromas.

Sem consequência de maior: soltar a fímbria do mar!
Bordejar a salsa e canela o rumo dos afectos
Enformar o doce conventual da tua inteligência.
Rigoroso passado tocado pela mão da criação.

Total consequência: morder o silêncio das paixões!
Ensimesmar na aparência dos heróis, deuses salvíficos
Lavar a roupa suja e sacudir o pó das dúvidas.
Restos de criaturas a pontuarem a afável boca.

Inconsequência do olhar:
- Por onde andarão os dias e as noites sem ti?
Em que sufrágio me forçaste a não vê-los?
Último reduto das visões transparentes.

- Em que margens de alegria, em que praças alcandoradas
transpuseste o estigma dos teus receios infundados?
Primeiro anel das emoções subliminares.

- No tédio dos balanços efectivos, que modorra
te ocupou nos verdes anos da saudade?
Medievo palácio dos amores enlutados.

Inconsequência do olhar:
- Por onde andarão os dias e as noites sem ti?

Aucun commentaire: